Na primeira, vista do ap. da Flavia, que nos recepcionou mui gentilmente em BCN. Na segunda, nossa van do aeroporto pro Hotel, com a Ellen Allien e o Apparat no banco de trás. Alias, aqui todo mundo ama a Ellen Allien.
Sabe uma coisa pessima da Europa? O tal do terrorismo. É um saco, um saco, um saco sem fundo a paranoia. Nos aeroportos, todo mundo tem que tirar o cinto, o tenis, o casaco. Sempre. Hoje eu vi uma menina de TRES anos tendo que tirar o cinto, o tenis e o casaco. E abrem sua mala na sua ausencia (o que fudeu meu teclado). O sempre mandam desembalar tudo e ligar o Laptop na frente deles. E o Neston tem SEMPRE que ir numa salinha especial ligar a pedaleira pra provar que nao é uma bomba. E hoje, por causa das merdas daInglaterra, cancelaram meu voo pra Genebra cinco minutos antes do embarque. Safety reasons, sempre. É uma paranoia sem tamanho, no Brasil eu jamais imaginei que era assim. E os terroristas (os islamicos) vao sempre se aperfeicoando, e os outros terroristas (UK e US) tambem. Viva o mundo e a evolucao da humanidade. PS - Nao se pode mais levar em aviao em bagagem de mao: bolsas, xampu, suco, laptop e Ipod. Na verdade só pode levar remedio (nao liquido), modess e leite de bebê. ...
Entao, depois de mais horas e horas cruzando as mudernas estradas alemas, chegamos em Schlanstedt. E eu digo - foi simplesmente um dos dias mais incriveis da minha vida. Schlanstedt é uma cidade no interior do interior do interior da alemanha comunista. Um lugar esquecido como jamais vi um. A primeira vista, me pareceu tiradentes, uma cidade com quase zero habitantes, perdidissima no meio do mapa, depois de horas de plantacoes de graos nos campos. É um lugar onde voce jamais imaginaria que tem uma cidade. Chegamos la, nao vimos uma pessoa sequer na cidade. Parecia um filme de zumbi. Um lugar perdido nos confiiiiiiiiiiins da alemanha comunista. Com ninguem na rua. Uma cidade minuscula. Nao parecia ser um lugar pra ter uma festa de musica eletronica. A cidade é essa aí da foto. Chegamos no clube... Era no meio de um descampado, num lugar abandonado, num predio de 1800 e pouco. Nao tinha ninguem lá, e fomos comer. O unico restaurante da cidade era dentro de um... castelo. Nao tinha posto...
Chegamos la, bebemos uma vodka cada um e subimos no palco. O povo era tipo o povo do castelo. Isolados na fronteira, sem um pingo de informacao. No brasil seriam chamados de ´mal verstidos´ pela galera in que acha que cybermano é o fim. Pra mim, particularmente. acho muito excitante tocar pra esse povo, eles estao lá só pela musica, e a reacao deles é a mais fiel de todasl. Antes da gente tocou um DJ de trance. Umas 5 pessoas dancaram. Fizemos o show. O palco era alto e o som muito bom, entao foi um show muito bom. Umas 15 pessoas dancaram. Depois do show chegou um DJ de minimal. Umas 3 pessoas dancaram. Achei que o pessoal nao tinha gostado muito, pq ficou todo mundo parado. Depois me disseram que o pessoal de la nao tem o habito de dancar nessas festas. Nao é interessante a diversidade humana? O povo vai pra festa de musica eletronica pra nao dancar. Eu acho isso muito legal. Sério mesmo. Quando eu tava pensando sobre isso no meu cantinho chega o organizador da festa. Acho que ele er...